terça-feira, 7 de abril de 2009

Paróquia São Roque : Campeã também no Esporte !


Foi com muita festa que, no último sábado (04/04) a nossa Paróquia recebeu o título de Campeã do Primeiro Campeonato Interparoquial de Futebol de Guarulhos.

A final aconteceu no Thomeuzão e garantimos o título numa partida de 4x2 contra o time da Paróquia Santo Antônio de Pádua sendo 2 gols do Rodrigo, 1 do Rafael Manuel e 1 do Rauel. A torcida esteve presente e fez uma grande festa.




Para que a final fosse ainda mais bacana, as Paróquias São Roque e Santa Rita apresentaram seu futebol feminino, em grande estilo. Neste caso a vitória de 1x0 foi garantida pela Paróquia Santa Rita, mas o charme de nossas jogadoras foi um show a parte.


Parabéns a todos que se empenharam para que este campeonato acontecesse, aos jogadores participantes e às torcidas que acompanharam suas equipes.
Até o ano que vem ! :O)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O GESTO SUPREMO

José Antonio Pagola. Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

Jesus contou com a possibilidade de um final violento. Não era um ingênuo. Sabia ao que se expunha se continuava a insistir no projeto do reino de Deus. Era impossível procurar com tanta radicalidade uma vida digna para os «pobres» e os «pecadores», sem provocar a reação daqueles a quem não interessava qualquer mudança.
Certamente, Jesus não é um suicida. Não procura a crucifixão. Nunca quis o sofrimento nem para os outros nem para ele. Toda a Sua vida dedicara-se a combate-lo onde o encontrasse: na doença, nas injustiças, no pecado ou no desespero. Por isso não corre agora atrás da morte, mas também não recua.

Continuará a acolher pecadores e excluídos apesar da Sua ação irritar o Templo. Se o condenam, morrerá também Ele como um delinquente e excluído, mas a Sua morte confirmará o que foi toda a Sua vida: confiança total num Deus que não exclui ninguém do Seu perdão.
Continuará a anunciar o amor de Deus aos últimos, identificando-se com os mais pobres e desprezados do império, por muito que incomode nos ambientes próximos do governador romano. Se um dia O executam no suplício da cruz, reservado para escravos, morrerá também Ele como um desprezável escravo, mas a Sua morte selará para sempre a Sua fidelidade ao Deus defensor das vítimas
Cheio do amor de Deus, seguirá oferecendo «salvação» a quem sofre do mal e da doença: dará «abrigo» a quem é excluído pela sociedade e a religião; oferecerá o «perdão» gratuito de Deus a pecadores e pessoas perdidas, incapazes de voltar à Sua amizade. Esta atitude salvadora que inspira toda a Sua vida, inspirará também a Sua morte.
Por isso aos cristãos, atrai-nos tanto a cruz. Beijamos o rosto do Crucificado, levantamos os olhos para Ele, escutamos as Suas últimas palavras porque na Sua crucifixão vemos o serviço último de Jesus ao projecto do Pai, e o gesto supremo de Deus entregando o Seu Filho por amor à humanidade inteira.
É indigno converter a semana santa em folclore ou reclame turístico. Para os seguidores de Jesus celebrar a paixão e morte do Senhor é agradecimento emocionado, adoração gozosa ao amor «incrível» de Deus e chamada para viver como Jesus solidarizando-nos com os crucificados.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Formação : Os Sete Pecados Capitais : (5) A Ira



A maior lição que Jesus nos ensinou foi a de "amar o inimigo" (cf. Mt 5, 44). O mundo ensina que é preciso revidar, "não levar desaforo pra casa", ir a revanche, etc. Jesus, por outro lado, ensina a mansidão; isto é, "não pagar o mal com o mal", mas com o bem. O segredo cristão para destruir a força do inimigo, não é a vingança, mas o perdão. Jesus ensina que aí está um dos pontos da perfeição cristã. Ele quer que sejamos "perfeitos como o Pai celeste é perfeito" que manda a chuva e o sol para os bons e para os maus (Mt 5, 48). Ele morreu na cruz dolorosamente, dando o maior exemplo do que é perdoar. "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem". (Lc 23, 31)

Jesus explica a razão desta exigência tão difícil: "Se amais somente os que vos amam, que recompensas tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos ?" (Mt 5, 46-47).

Perdoar aquele que o ofendeu é uma "prova de fogo" para verificar se de fato você é cristão.

É claro que não é fácil perdoar aquela pessoa que te magoou, aquele "amigo" que te traiu, aquele assassino do teu filho ou aquela mulher que seduziu o teu marido. Se fosse fácil, não teríamos mérito algum. E é preciso dizer que por nossas próprias forças não conseguiremos perdoar. É preciso a "força do alto" para vencer a fraqueza da nossa natureza ferida e que clama por vingança. Santo Agostinho ensina-nos que "o que é impossível à natureza, é possível à graça".

A única exigência que Deus nos impõe para perdoar os nossos pecados, quaisquer que sejam, é que estejamos dispostos a perdoar a todos os que nos ofenderam. "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará" (Mt 6, 14-15). E no "Pai Nosso", Jesus acrescenta : "Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam". (Mt 6, 12)

O ódio e o desejo de vingança são armas do demônio para destruir a boa convivência dos filhos de Deus; por isso São Paulo ensina : "Não deis ocasião ao demônio; não se ponha o sol sob a vossa ira". (Ef 4, 26)



Prof. Felipe Aquino
Revista Canção Nova
Edição de Março de 2009 (pg. 11)