domingo, 28 de dezembro de 2008

Formação : Os Sete Pecados Capitais : (1) A Soberba


A soberba é o pior de todos os pecados. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que "só morre meia hora depois do dono".

Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus, "manso e humilde de coração" (Mt 11, 29), e também marcou a vida de Maria, "a serva do Senhor" (Lc 1, 38), José, e todos os santos da Igreja.

São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo ele soberbo, não sabe se defender contra a humildade. Por isso, com esta arma ele foi vencido por Jesus, Maria, José, São Miguel e os santos. A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a "fonte" dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma, e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago : "Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima : descem do Pai das luzes" (Tg 1, 17).

O soberbo se esquece que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, Dele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele "rouba a glória de Deus", pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem só a Deus. São Paulo lembra aos coríntios que : "nossa capacidade vem de Deus" (2 Cor 3, 5). A soberba tem muitos filhos : orgulho, vaidade, vanglória, arrogância, prepotência, presunção, auto-suficiência, amor próprio, exibicionismo, egocentrismo, egolatria, etc.

Podemos dizer que a soberba é a "cultura do ego". Você já reparou quantas vezes por dia dizemos a palavra eu ? Eu vou, eu acho, eu penso que..., mas eu prefiro..., etc. A luta do cristão é para que essa "força" puxe-o para Deus, e não para o ego. Jesus, nosso Modelo, disse : "Não busco a minha glória" (Jo 8, 50). São Paulo insistia no mesmo ponto : "É porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus ? Por acaso tenho interesse em agradar os homens ? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Deus" (Gl 1, 10).

Adão e Eva, sendo criaturas, quiserem "ser como deuses" (Gen 3, 5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Jesus foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso Jesus afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. Façamos como Santa Teresinha que procurava o último lugar.

Pof. Felipe Aquino
Revista Canção Nova
Edição de Outubro de 2008 (pg. 11)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Hoje é Natal !


Dentro de instantes estaremos todos festejando com nossas famílias o tão esperado Natal, data em que reunimos nossas famílias e aproveitamos a sensibilidade que a data traz para nos perdoarmos por faltas cometidas.

Somos frutos de uma sociedade capitalista, mas nossos valores não precisam ser da mesma natureza. Mais que uma bela roupa, árvore de Natal cheia de enfeites e presentes caros, desejamos a todos que, a meia-noite, se recordem do verdadeiro motivo desta comemoração e festividade : o nascimento do menino Jesus.

Desejamos ainda que Jesus esteja sempre em sua família, em sua casa e, o mais importante, em suas atitudes e pensamentos. Com isso, teremos a certeza de um Ano Novo mais que abençoado.

A paz de Cristo a todos !

domingo, 21 de dezembro de 2008

Formação : Os pecados


Lendo a revista Canção Nova, me deparei com uma série que me pareceu bastante interessante, por isso dividirei com vocês : Os Sete Pecados Capitais, uma vez que a Igreja nos ensina que são pecados graves e que geram outros. São eles : soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça.

Para o bom entendimento do que é pecado, vamos falar inicialmente sobre ele neste post. Nos demais cada pecado será explanado. O Catecismo da Igreja diz que : "O pecado é uma falta contra a razão, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens". Diz ainda o Catecismo que : "Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro. O pecado está presente na história dos homens. Seria inútil tentar ignorá-lo ou dar a esta realidade obscura outros nomes."

São Paulo, numa frase lapidar, explica toda a hediondez do pecado e razão de todos os sofrimentos deste mundo : "O salário do pecado é a morte" (Rom 6,23). Tudo o que há de mal na história do homem e do mundo é consequência do pecado, que começou com Adão : "Por meio de um só homem, o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rom 5,12).

O Catecismo ensina que : "A morte corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado (GS, 18), é assim o último inimigo do homem a ser vencido" (1 Cor 15, 26).

O demônio escraviza a humanidado com a corrente do pecado. Jesus veio exatamente para quebrar essa corrente. São João deixa bem claro : "Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados" (I Jo 3,5). "Para isto é que o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do diabo" (I Jo 3, 8). Essa "obra do diabo" é exatamente o pecado, que nos separa da intimidade e da comunhão com Deus, e nos rouba a vida bem aventurada. Para isso Jesus morreu na Cruz.

São João Batista apresentou Jesus, dizendo : "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1, 29).

Os Dez Mandamentos são a salvaguarda contra o pecado. "Se queres entrar na vida guarda os mandamentos; não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honrarás pai e mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo" (Dt 5, 16, 20; Lv 19, 18). Diante da gravidade do pecado, o autor da Carta aos Hebreus chega a dizer aos cristãos : "Ainda não resististes até o sangue na luta contra o pecado" (Hb 12, 4). O grande Agostinho de Hipona dizia que : "O pecado é o motivo da tua tristeza. Deixa a santidade ser o motivo da tua alegria".

Prof. Felipe Aquino
Revista Canção Nova
Edição de Setembro de 2008 (pg. 11)